"O mundo é feito de cores, sons e cheiros..."

Técnicas de Animação

Historia

       A animação é uma passagem rápida de imagens em 2 ou 3D ou objetos posicionados de forma  a criar uma ilusão de movimento; muito antes do uso de papel tradicional, canetas, e qualquer tipo de brinquedo, massinha etc… já tinha sido criada uma Animação. A animação mais antiga foi criada pelos homens das cavernas; desenhando animais com mais patas do que realmente tinham, era uma tentativa de mostrar ao próxima uma idéia de movimento, ao passar uma tocha, criava essa ilusão, e não somente um desenho  estampado.  
 

 

Após isso,  foi achada em uma parede de uma caverna do Egito uma espécie de estória em quadrinhos, que era constituída por imagens de lutadores em várias posições que permitiam imaginar uma espécie de movimento, ou até mesmo um demonstrativo de golpes ou técnicas que se usava na luta.  



A animação é uma Ilusão de ótica, ou seja engana o olho mostrando movimento com imagens que são estáticas. “A animação em si não pode ser discutida antes de se entender o funcionamento do olho humano (Paul Roget)”. O francês Paul Roget em 1828 foi um dos inventores do “thaumatrope” .
 

THAUMATROPE      

 

                     

 

 

 


 

O thaumatrope se constituía por somente duas imagens, uma com um pássaro e outra com uma gaiola vazia; isso era desenhado em uma espécie de disco, uma imagem em cada lado, preso por um fio ou uma madeirinha. Ao girar o fio ou madeira, era possível ver o pássaro dentro da gaiola. Isso prova que o olho retém uma imagem quando é submetido a uma seqüência de imagens.

 

Zoetrope

Em 1834, William George Horner criou a Zoetrope , que se constituía por uma espécie de balde ou panela, (algo cilíndrico)  com cortes ao redor das laterais, (filetes) bem finos, e dentro havia imagens em seqüência  desenhadas nas  laterais;


Ao girar o cilindro, o espectador olhava por dentro dos filetes e via a animação… a cada passada de filete via-se uma imagem diferente. Essa é outra prova viva de como enganar, de como iludir o olhar humano.

 

 

 

Praxinoscope

Usando a mesma teoria de William com a Zoetrope, em 1877 o cientista francês Charles-Emile Reynaud criou o Praxinoscope , uma versão avançado do Zoetrope porém com espelhos entre as frestas, podendo-se ver a animação sem tantos “cortes” e pausas.


 

FLIPBOOK

           Em 1868, uma técnica tradicional e usada até hoje foi criada e patenteada por John Barns Linnet, o Flipbook

 Trata-se de um livro, ou de várias páginas juntas, em cada pagina um desenho. Por exemplo, uma bola que bate nos cantos dos papeis e volta para o meio; na primeira pagina era desenhada a bola no meio da folha, ao virar a página se desenhava a bola um pouco mais à direita, até ser desenhada no canto da pagina, e se repete isso até bater no outro lado da folha. Ao pegar esse livro ou caderno com o polegar, e saltar as folhas em uma velocidade constante, via-se a criação de uma animação.

 

 

Animação

Thomas A. Edison foi o criador da câmera fotográfica e do projetor, e graças a ele, pessoas começaram a fazer animação, de qualquer forma e jeito, pois, ANIMAÇÃO é nada mais, nada menos que Dar Alma, dar alma a uma coisa que não tem vida própria, como por exemplo, um fósforo, uma fruta etc… Dessa forma, passa-se a fazer animação em quase qualquer lugar. Assim como Stuart Blackton em 1906 com o filme “Humourous Phases of Funny Faces” Bryony Dixon que foi construído com imagens desenhadas em uma lousa (quadro-negro); ao terminar um desenho, tirava-se foto, apagava-se e seguia adiante com o próximo desenho, repetindo-se os mesmos passos ate finalizar a animação.

 

As pessoas começaram a querer ver coisas diferentes, e não mais apenas brincar com Thaumatropes, Zoetrope e ver filmes sem roteiro e personagens fixos. Esse desinteresse das pessoas e exibidores de cinema procurando alternativas diferentes de entretenimento, fez surgir em 1914 Winsor McCay com uma animação extraordinária chamado “Gertie the Dinosaur” (Gertie o dinossauro) que não era simplesmente uma animação em uma tela, e sim uma interação com a animação.

 

 Era praticamente um teatro com animação. Segundo Lauren Rabinovitz foi uma ideia muito criativa, com cerca de 10.000 desenhos, e media de 7 minutos, a exibição mostrava Winsor em cima de um palco e a animação sendo projetada atrás dele; conforme ia passando a animação, Winsor ia interagindo com a animação, ou seja, falando para Gertie se sentar, dizer tchau etc…(isso era possível pois ele sabia o tempo exato da animação e de cada movimento) mais o clímax dessa animação era quando o próprio Winsor saia do palco e entrava em cena com Gertie e interagia diretamente com ela.

 


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CRÉDITOS:
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Stop-Motion

A animação não é somente desenhos em papel ou cartões que giram e formam uma animação, e sim, a animação é fazer com que se torne algo sem movimento, estático em algo com vida. Com o negativo dos filmes, pessoas começaram a desenhar diretamente nas películas e, ao rodar o filme, era visto o efeito final. Com o Flipbook citado acima, nasceu uma modalidade nova de animação, uma das mais famosas, e usadas até hoje, e o Stop-motion. O Stop-Motion do inglês “Stop” “Parar”  e “Motion” “Movimento” é uma serie de fotos paradas que, vistas em seqüência, criam o efeito de movimento, por isso o nome Stop-Motion. É uma técnica que permite a todos fazerem uma animação em sua própria casa, sendo necessário apenas uma câmera, digital ou analógica. Ao terminar um desenho, tira-se foto dele, desenha-se outro e assim por diante, até a ultima foto para finalizar a animação. O problema dessa técnica é que pode demorar muito tempo, justamente porque necessita de muitas fotos para ter o efeito de movimento. Mas, o stop-motion é reconhecido mesmo pelo fato de poder usar qualquer tipo de objeto para fazer a animação, não somente desenhos em papel. O objeto mais usado em stop-motion é a massinha, mole o bastante para poder modelar em qualquer forma e consistente o bastante para poder tirar a foto na posição desejada.  

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Um dos primeiros filmes a usar a técnica Stop-Motion com massinha, ou Claymotion, foi “King Kong”, em 1933.

 

    Depois de dominar a técnica de animação 2-D em desenhos, com som, e também misturar a realidade com o irreal, assim como Winsor McCay no palco e King Kong nas telas, o que faltava para os animadores era tentar fazer com que esse irreal ficasse o mais real possível. Nos anos 70 começaram a explorar mais esses meios de interatividade, com computadores, com filmes, televisão etc… O primeiro filme longa metragem a usar essa técnica que se chama (CGI) –Computer Generated Images “Imagens geradas por computadores” foi o “Westworld” em 1973;foi usado 2-D CGI, para fazer o ponto de vista do robô no filme. Após o filme “Westworld”, veio sua seqüência “Futureworld”, sendo o primeiro a usar 3-D CGI, para digitalizar a mão e a face do ator Edwin Catmulls no filme. Também foi usado o 2-D CGI para materializar alguns personagens sobre o fundo do filme. Alem dessa seqüência de filme, nos anos 70 fizeram-se mais dois clássicos: em 1977, Guerra nas Estrelas episódio IV de George Lucas, e em 1979 Alien de Ridley Scott.

                Em 1985 revolucionou-se o mundo de CGI, com um ator totalmente digitalizado que expressava sentimento através de movimentos corporais; foi produzido por Pierre Lachapelle e dirigido por  Lachapelle, Philippe Bergeron, Pierre Robidoux e Daniel Langlois, era um curta denominado “Tony de Peltrie”, um boneco que tocava piano.

 

Primeiramente foi visto no fechamento do último filme de Siggraph “ o maior festival de animação de computadores do mundo, causando espanto em todos que o viam. Com a explosão de CGI nos filmes e shows de televisão, outras áreas começaram a se interessar por essa nova moda, como por exemplo a banda Dire Straits com sua música Money For Nothing, que foi um dos pioneiros em usar CGI em vídeo-clip.

A concepção que orientava o uso de CGI nos filmes era que podia colocar um ator em qualquer lugar, sem que ele estivesse lá e sem ter que usar dublês, e em varias ocasiões, era mais fácil digitalizar uma imagem ou ate mesmo criar uma replica de um objeto grande em algo pequeno. O que os profissionais nos anos 80 e 90  estavam fazendo era mais um teste, um teste de todos as técnicas de animação, e juntando-as em uma coisa só. Assim como no filme Guerra nas Estrelas, George Lucas usava tanto CGI como miniaturas de espaçonaves. Esse teste não era somente achar o jeito mais fácil de se fazer um filme e sim ver as possibilidades que o CGI podia trazer a eles. Começando por trabalhar com partes de pessoas assim como no filme “Futureworld”  e ambientes inexistentes como em Guerra nas Estrelas, começaram a tentar produzir coisas novas, elementos novos para que não se precisasse mais ir até um local para poder filmar. Os filmes pioneiros do uso desses elementos são: 1986 – Labyrinth, dessa vez digitalizaram o primeiro animal, 1986 – Luxo Jr. – Sombras em Objetos CGI, 1989 – The Abyss – água 3-D, 1992 – Death Becomes Her – primeiro programa de CGI que imita a pele, 1994 – Os Flinstones – pelo digitalizado em CGI, usado nas roupas e nos animais, 1995 – “Waterworld” “os segredo das águas” – um mar em CGI mais estilizado.

 

 Podemos ver que após esses anos de filmes, tudo que era preciso para se fazer um animal, ambiente ou até mesmo um ser humano era possível; conseguiu-se Pele, Pelos, Água, Cor, Movimento e muito mais. Na mesma década, assim como comentamos acima sobre Winsor McCay, finalmente em 1995, lançou-se um filme com um personagem totalmente CGI interagindo com seres humanos. Com 100min de filme, “Casper, the freindly ghost” “Gasparzinho” tem não somente um e sim quatro fantasmas CGI.

 

 

 

E o próximo passo era fazer um filme inteiramente em CGI. Após um tempinho em que Casper foi lançado, no mesmo ano de 1995 foi lançado o primeiro filme inteiramente em CGI, “Toy Story”. Produzido pela Pixar e revendido por Walt Disney e Buena Vista, que arrecadou cerca de R$354,300,000. O lançamente foi espetacular pois….. a verdade, era que o primeiro filme totalmente CGI criado foi Cassiopeia, pelo Brasileiro Clóvis Vieira, porem disney ficou sabendo desse lencamento e faz um mais espetacular e lançou Toy Story como o primeiro filme CGI

 

CASSIOPÉIA - PARTE 1
                     PARTE 2
                     PARTE 3
                     PARTE 4

 FONTE:
YOUTUBE.COM

Dois anos depois, mais um espetáculo foi lançado, só que dessa vez não era somente CGI na tela, e sim CGI 3-D. Ao entrar para ver o filme “Marvin the Martian” os espectadores recebiam óculos 3-D, assim podendo ver efeitos especiais à sua frente e em tempo real, tinham a ilusão de estivessem dentro do filme ou vice versa; quando tudo foi levado ao extremo, tendo os softwares, hardwares,e o custo beneficio de trabalho caído, a única coisa que restava era a criatividade. Em 2001, a idéia de substituir atores reais por atores CG foi levada à prática; o filme “Final Fantasy”.


 

Com 106 minutos de filme, foi um filme CG espetacular, totalmente feito em CG, (atores não existem em vida real e sim, somente nos computadores).

O que chamava mais atenção no filme com a atriz principal CG-“Aki Ross” era o cabelo dela, constituído por 60.000 fios de cabelos! Era difícil pensar que era falso, pois cada fio foi feito separadamente, dando aspecto de real.


  Aki Ross, Atriz Principal do filme Final Fantasy

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