"O mundo é feito de cores, sons e cheiros..."

Arte

“A vida é um lindo rio onde você deve escolher para que direção deve ir.
Na vida todo momento você tem que fazer uma escolha.
Muitas vezes não escolhemos o caminho certo…
Mas Deus sempre traz um novo dia onde você pode fazer tudo diferente!”

As origens da arte

Através da história, temos visto que o homem é o único ser da Natureza capaz de sentir a paixão de reproduzir os seus sentimentos das mais diversificadas formas de expressão. O homem tem conseguido através do tempo, reproduzir por mil aspectos diferentes a sua criatividade. Desde os gestos mais simples, à grandes proporções. Ao longo dos tempos o homem teu ultrapassado a si mesmo na sua criatividade, ensinada e transmitida  de geração a geração.

 

Não se ensina a criar. A criação é um gesto espontâneo, inusitado, independente do querer. É a inspiração que predomina, e que determina o comportamento estético do homem. Entendemos que a arte surgiu assim tão cedo na vida do homem pré-histórico, porque ele teve uma grande necessidade de comunicação com os seus semelhantes. Para o homem pré-histórico, o importante e fundamental era caçar o animal de corria solto lá fora. Para este homem antigo, a imagem era uma operação mágica da qual ele se manifestava ou manifestava o seu poder na ordem das coisas. É bem de ver que o homem nunca teve, na pré-história, a intenção de fazer “obra de arte”, mesmo considerando-se que elas se tornaram, ou “eram” em sua essência, obras de arte.

 

Para o professor Germain Bazin, “o artista pré-histórico era também um feiticeiro”, e acrescenta, “os seus desenhos e pinturas tinham um valor encarnatório”. Não só naquele período, mas através do tempo evolutivo do processo de desenvolvimento da humanidade, vamos observar que o homem sempre foi esse “feiticeiro” que o Bazin comenta. Todos temos comprometimentos com o sobrenatural, com “forças superiores”. E estes compromissos são refletidos nas nossas mais diversas formas de expressão, e a arte é mais que qualquer outra manifestação do homem, a que melhor se apresenta para ser o amplo caminho da nossa expressividade.

 

A intensidade naturalista das imagens produzidas pelo homem na pré-história nasce, pois de um certo esforço de identificação com a natureza, o homem primitivo trouxe a energia do mundo natural no qual estava profundamente enraizado. A arte, nesse contexto pode contribuir de maneira decisiva do evoluir sócio-emotivo do homem, desde os primeiros passos de sua caminhada até a civilização. O aparecimento tardio das “obras de arte”, de nada invalida o conteúdo íntimo de casa uma dessas formas de expressão da pré-história. Pelo contrário, elas são obras de arte em todos os aspectos, até porque, nem os séculos conseguiram obscurecer o brilho dessas obras. Nelas existe de forma gritante a característica maior da arte que é o sentido de universalidade.

 

Por força das reflexões, uma nova colocação tem sido permanentemente nessas considerações sobre as origens da arte. Entendendo-se que a arte é dinâmica, que se cria e se renova constantemente, há de se compreender também que as origens da arte têm um momento atual. Está presente no dia-a-dia, sejamos nós artistas criadores ou artistas fruidores da obra de arte. Assim a arte tem também as suas origens a cada dia, a cada hora, junto às pessoas que a produzem. Quando somos despertados pelo desejo de “comunicar” ao mundo as nossas ansiedades, nossos desejos, nossas aspirações, nossas esperanças, nós o fazemos utilizando as nossas capacitações artísticas e estéticas.  

 

Há de se aceitar que a arte, nas suas origens tem dois momentos importantes. Um momento histórico, varando a poeira dos milênios, acumulando-se e que chega com toda a força e vigor aos nossos dias, perceptíveis claramente por nossos sentidos. E outro momento atual, mais dinâmico até pelas circunstâncias temporais, de que vivemos intensamente a arte e tudo que ela produz. A arte e suas origens, ontem, hoje e sempre presente.


- Reinaux, Marcílio L.Introdução ao estudo da história da arte / Marcílio L. Reinaux; apresentação de Edison Rodrigues de Lima; prefácio de José Luiz Mota Menezes. Recife: Editora Universitária UFPE, 1991.

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